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Home Office: Terra sem lei

10 Apr 2017

 

Trabalhar em casa tem sido uma prática cada vez mais comum nos dias atuais. O trânsito das grandes cidades, a expansão das empresas e as diversas possibilidades de comercialização dos produtos e serviços através da internet, além é claro, da qualidade de vida tem feito com que empresas e profissionais busquem um novo formato de trabalho, o "home office", que em sua tradução literal significa "escritório em casa”.

 

No passado, adotado apenas por profissionais autônomos e com pequenos negócios hoje tem se tornado solução para empresas que buscam aumento de produtividade e redução de custos, uma vez que se reduz o tempo gasto do profissional até o local de trabalho, custos com escritórios, amplia as opções de contratação e oferece qualidade de vida aos seus profissionais, acreditando que não é preciso estar oito horas por dia dentro de um escritório para ser produtivo e realizar suas tarefas.

 

Entretanto, o que parece ser só benefícios muitas vezes pode se tornar uma grande dor de cabeça para a empresa e para o colaborador, se a escolha pelo home office não for feita com planejamento. As Leis trabalhistas do Brasil, que para muitos são consideradas retrógradas e não condizentes com as novas relações de trabalho, é um dos fatores relevantes na decisão das empresas em adotar tal prática, pois podem apresentar um elevado risco de reclamatórias e indenizações trabalhistas.

 

Um dos pontos mais discutidos e talvez o que traz mais receio para as empresas é a impossibilidade de controle de jornada. Com as tecnologias atuais, muitas empresas têm implementado softwares que fazem esse controle desde o acesso até a finalização do trabalho nos canais da empresa. Porém, na maioria das empresas há uma relação de confiança onde o trabalhador tem seu horário flexível tendo que cumprir com as tarefas estabelecidas, sem a necessidade de ter o controle do tempo efetivamente trabalhado.

 

Outro fator de extrema relevância, mas nem sempre lembrado, é o ambiente de trabalho onde o colaborador estará desempenhando as suas atividades. O entendimento é de que se o colaborador está a serviço da empresa cabe a ela o cumprimento dos controles dos riscos ergonômicos e ambientais em que o trabalhador está exposto ao executar suas atividades. Para dirimir esses riscos muitas empresas têm adotado a prática de montagem do ambiente de trabalho na casa do colaborador, seja realizando as adequações necessárias ou subsidiando a reforma para que fique de acordo com normas regulamentadoras. Já é possível ver casos de colaboradores com familiares hospitalizados e que a empresa montou o seu escritório dentro do hospital, oferecendo apoio ao colaborador e mantendo-o em suas atividades. São práticas excepcionais, mas que criam engajamento e cultura de valor na organização, mas que não eliminam os riscos.

 

São muitos os aspectos que a empresa deve observar ao aderir a este formato de trabalho. É preciso planejamento, consciência dos riscos e desafios e uma adaptação cultural de todos os envolvidos. A forma convencional de supervisionar visualmente as tarefas delegadas, de controlar a jornada e o tempo gasto para a execução de tarefas devem ser esquecidos. Para o colaborador também há o desafio de diferenciar a hora de lazer do horário de trabalho, além é claro das distrações e tendência de relaxamento quando se está em um ambiente sem as cobranças de um escritório tradicional.

 

Mesmo com todos os desafios e incertezas legais, pesquisas realizadas por empresas optantes pelo home office apontam que mesmo não tendo regulamentação legal, os riscos são ínfimos se comparados aos benefícios trazidos para empregado e empregador.

 

Com a globalização e a evolução tecnológica constantes surgem novos modelos e necessidades nas relações de trabalho, sendo imprescindível a discussão a adaptação dos modelos atuais.

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